Principais Taxons Encontrados

Desmidium Sp

Zygnema Sp

Eudorina Elegans

Keratella Sp

Micractinium Sp

Pinnularia Sp
Pontos de coleta de amostras no Rio Amazonas – Parintins
O mapa apresenta a localização geográfica dos sete pontos de coleta distribuídos ao longo da margem do rio Amazonas na cidade de Parintins (AM). Os pontos foram selecionados estrategicamente em áreas de relevância socioeconômica e ambiental, incluindo portos de uso público e comercial, como o Porto do Mercado Municipal (P4) e o Porto da Cidade Boi Garantido (P2), além de áreas de influência urbana e atividades antrópicas, como o Matadouro Municipal (P6) e a Fábrica de Gelo (P5).
A disposição dos pontos permitiu avaliar gradientes espaciais na qualidade da água, considerando fatores como aporte de efluentes domésticos, descargas de resíduos industriais e influência das atividades portuárias. Essa rede de monitoramento possibilita compreender a dinâmica físico-química e biológica da água em diferentes trechos da orla urbana de Parintins, contribuindo para a gestão ambiental e para a identificação de áreas críticas que necessitam de maior atenção no manejo dos recursos hídricos.

Relação entre Condutividade e Abundância da Comunidade Fitoplanctônica do rio Amazonas em Parintins–AM
O gráfico evidencia a relação entre a condutividade elétrica da água e a abundância de fitoplâncton nos diferentes pontos amostrados. Observa-se que valores intermediários de condutividade tendem a concentrar maiores abundâncias, sugerindo que a disponibilidade de íons dissolvidos pode favorecer o crescimento fitoplanctônico. Essa relação é importante para compreender como a variação físico-química influencia a produtividade primária no rio Amazonas em Parintins.

Riqueza média mensal por grupo
A série temporal apresenta a variação mensal da riqueza de grupos planctônicos entre 2023 e 2024. Nota-se que o fitoplâncton mantém os maiores valores de riqueza, seguido pelo zooplâncton, com relativa estabilidade ao longo dos meses. Já larvas e ovos ictioplanctônicos apresentam riqueza mais baixa e flutuante, refletindo padrões sazonais associados ao pulso de cheia e vazante do rio.

Top 10 táxons de Fitoplâncton
O diagrama de barras mostra os dez táxons de fitoplâncton mais abundantes na área de estudo. Destaca-se a predominância de Pediastrum duplex, seguida por espécies de Eudorina sp. e Microcystis sp.. A diversidade de gêneros sugere uma comunidade adaptada a diferentes condições de luz, nutrientes e turbulência da coluna d’água.

Top 10 táxons de Zooplâncton
Entre os principais representantes zooplanctônicos, Bosmina longirostris e Keratella americana se destacam como dominantes. Essas espécies são bioindicadoras sensíveis à qualidade da água e à disponibilidade de alimento. A estrutura da comunidade evidencia a presença equilibrada de rotíferos e cladóceros, organismos essenciais no fluxo de energia entre produtores primários e níveis tróficos superiores.

Correlação físico-químico vs abundância/riqueza
O mapa de calor apresenta as correlações entre variáveis físico-químicas e os grupos planctônicos. Destacam-se correlações positivas entre turbidez e abundância de fitoplâncton, sugerindo que a ressuspensão de partículas pode fornecer nutrientes para o crescimento algal. Já variáveis como oxigênio dissolvido e pH apresentam relações diferenciadas com zooplâncton e ictioplâncton, refletindo a complexidade ecológica do sistema.

Abundância por ponto e grupo
O gráfico de barras empilhadas evidencia a distribuição da abundância dos diferentes grupos planctônicos nos pontos amostrados. O fitoplâncton representa a maior proporção em todos os locais, seguido pelo zooplâncton. As variações entre pontos sugerem influência de fatores locais, como aporte de matéria orgânica, intensidade da corrente e atividades antrópicas associadas à zona urbana de Parintins.
